Ouvimos a vida inteira que as coisas boas da vida estão na simplicidade das mesmas e, nada é mais simples do que o prazer ao comer. É um dos sentidos que possuímos, não pagamos nada por ele e além disso também é prazeiroso educar este sentido, brincar com ele e, às vezes, deixá-lo nos levar por caminhos misteriosos.
Aqui em Aju city existe uma variedade razoável de opções para qualquer gosto, mas até agora a grande maioria das coisas que tivemos que nos ajoelhar para comer foram de comidinhas simples, besteiras, petiscos e outras coisas que entopem nossas veias mas abrem nosso sorriso.
No Shopping Jardins por exemplo tem o Dias Café, que serve duas delícias a um preço tão barato que a gente duvida. Toxtex Especial é uma delas. Feito no pão Jacó (o nome aqui é diferente e por estas bandas foi provavelmente batizado por um judeu francês) com Queijo do Reino, Muzzarela e Molho Inglês. Belíssimo. A segunda iguaria é uma daquelas coisas que nunca pediríamos num “restaurante”. Atende pelo nome pomposo de Fatias Douradas do Porto e nada mais é do que uma rabanada metida a besta, porém de uma bestialidade genial. É no pão Francês/Jacó (o que já diferencia) e regada ao Vinho do Porto. É tão bom, mas tão bom, que resolvemos fazer em casa. Não ficou a mesma coisa porque aqui não consigo comprar açucar que não o cristal.
Temos feito, nestes quase oito meses, uma pesquisa muito séria sobre o pastel de queijo (como vocês já sabem, Ms. Larrosa não se alimenta de nada que voe, nade ou ande sobre quatro patas) e como aqui pastel é que nem cajú, tenho para mim que esta pesquisa só terá fim com um infarto fulminante.
Dois lugares, até agora, merecem citação: o Pastel do Sol, na Atalaia (local inclusive em que assisti ao Tricolor ser Tri-Campeão !!), com umas combinações bacanas e exóticas. A massa é muito boa e nos ajoelhamos ao comer o pastel de brigadeiro com nozes, outra receita já incorporada no âmbito domiciliar porém, como tudo, não é perfeita.
E, campeão dos campeões até a presente data, o pastel de queijo do Bar da Taradinha. Sim, é este nome. Fica em Areia Branca (ou Zenza, como prefere a geração Woodstock daqui, à qual me incluo), é um boteco na beira da rua de areia, também conhecido por cariocas como birosca. Como se vai parar num lugar destes? Levado por alguém da área ou um sócio-atleta, como nosso amigo Rangel.
Mas o melhor talvez nem seja o pastel, e sim a simpatia do Carioca (o homem por trás da massa e preparo dos mesmos) e da própria Taradinha, uma figuraça com astral acima do Olimpo. De quebra, uma vitrola rolando de mpb e reggae a Hendrix com a maior naturalidade. Depois disso tudo e com a cervejinha no ponto certo, só resta andar umas centenas de metros e dar um tchibum no rio.
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